API – Associação Paraibana de Imprensa


  • Sobre a API

    (Resumo Histórico)

    Sete de setembro de 1933. A comitiva de Getúlio Vargas, com ministros e repórteres de todo o país, desembarca em Cabedelo, no navio Almirante Jaceguai. Entre várias atividades na agenda, estava a inauguração do monumento a João Pessoa, na praça homônima. À noite, nas proximidades do logradouro, na sede do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, jornalistas da terra, liderados por Samuel Duarte e estimulados por colegas de outras regiões, realizam a solenidade de fundação da Associação Paraibana de Imprensa.

    Vargas não compareceu, preferindo ficar na casa do amigo e anfitrião João Amorim (onde hoje funciona o supermercado Bompreço, na João Machado). Mas lá estavam, como testemunhas da história, o ministro José Américo, o general Góis Monteiro, o governador (interventor) Gratuliano de Brito e nomes expressivos das letras nacionais, como Américo Facó (que representou a ABI), Orris Barbosa, Porto da Silveira, Osias Gomes, João Santa Cruz e, entre dezenas de outros, um jovem de 18 anos, ainda aluno do Liceu, que viria a se tornar um dos nomes mais importantes da literatura brasileira e que ainda circula por retretas, saraus e salões da capital paraibana, chamado Ascendino Leite. “Fiquei muito orgulhoso, com o sentimento próprio de um jovem com seus sonhos, por poder fazer parte de uma categoria com condições de realizar alguma coisa pelo bem e pelo belo”, depõe a única testemunha viva do episódio ocorrido há 76 anos.

    De lá pra cá, a API foi invadida, fechada, realçada, exaltada e palco dos mais intensos movimentos culturais, sociais e políticos ocorridos na história da Paraíba, da década de 1930 até nossos dias. Dos presentes para os ausentes, sem ordem cronológica, passaram pelo comando da entidade, nomes de peso do jornalismo paraibano, como Gonzaga Rodrigues, Severino Ramos, Rubens Nóbrega, Agnaldo Almeida, Carlos Aranha, Nonato Guedes, José Euflávio, Walter Santos, João Pinto, Antonio Costa, José Leal, Adalberto Barreto, José Souto, Rocha Barreto, Orris Barbosa, Samuel Duarte e o mentor da construção da sede própria, cujo nome está chancelado na edificação, José Leal.

    Com cerca de 1.200 associados, a entidade funciona em seu antigo prédio de dois andares na Visconde de Pelotas, 149, centro, pertinho da Praça Rio Branco, em frente à antiga lanchonete e restaurante La Verittá, cenário imbatível na memória eleitoral da API. Espaço plural, onde eleitores, antes e após as renhidas – e fraternas – disputas, se confraternizavam, numa saudável e pedagógica simbiose dos contrários, sobrando dos apimentados e humorados diálogos a sensação do dever cumprido com a democracia interna e geral.

    Às vésperas do 80º aniversário, a API, sob o comando da primeira mulher a ocupar sua presidência, Marcela Sitônio, se prepara para restaurar memórias e espaços diluídos pelo tempo, linkada em novas plataformas de comunicação, restabelecendo o peso histórico dos seus papéis político, social e cultural para jornalistas, radialistas, publicitários, fotógrafos, cineastas, escritores, compositores, poetas, professores, teatrólogos, artistas e executivos de comunicação, bem como atuando junto à sociedade que lhe deu lastro e endosso. Esta é a casa da imprensa paraibana. Portanto, da Paraíba. (Fernando Moura)



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