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    18/04/2010

    Padre Dajacy lança cartilha de orientação política aos eleitores paraibanos

    O padre Djacy Brasileiro lança, dia 20 de abril (terça-feira), às 10h, na sede da Associação Paraibana de Imprensa (API), à rua Visconde de Pelotas, a cartilha “Formando consciência política – Acordem eleitores paraibanos”. Os textos, igualmente escritos de forma didática e sem meias-palavras, procuram dar um rumo ao eleitor e alertá-lo para a importância da escolha de candidatos compromissos com as necessidades do povo. Algumas perguntas do padre são feitas no cotidiano das pessoas: “Se exerce algum mandato ele está a serviço de quem? E como o está exercendo? O está honrando ou está se aproveitando do mesmo para adquirir riquezas, privilégios, mordomias? Afinal envolveu-se com corrupção?

    São com questões assim que o padre Djacy Brasileiro tem tentando abrir a consciência do cidadão para a importância do voto e as consequências dele caso a escolha recaia sobre um político corrupto.  Para o sacerdote, é coisa natural o político se eleger tirando proveito da miséria, do sofrimento, da dor e da ignorância das pessoas. Ele dá uma sentença que reflete a real situação da população: “Se o povo e vive mal é porque vota mal”.

    A cartilha do padre Djacy orienta ainda o eleitor a identificar um candidato que ele tacha como “cara de anjo”. Conforme diz, é aquele que se apresenta como “caridoso”, “humilde”, “sorridente” e “alegre”. E ainda: “Solta beijinhos de lá para cá,  abraça todo mundo e nessa época eleitoral são assíduos frequentadores de igrejas ou manifestações religiosas”. As ideias do padre se constituem em fator de prevenção para quem se sente atingidos por elas. Mas o padre Djacy entende que é papel do sacerdócio a opção pelos pobres e humildes, afinal, conforme ele, Cristo doou a própria vida pela causa dos abandonados da sorte.

    O padre Djacy Brasileiro é natural de Igaracy e estudou em João Pessoa, Maceió (Filosofia) e Teresina (Teologia).

    Trabalhos anteriores

    Nas últimas décadas a Paraíba se habituou às mensagens de um padre de gestos simples, mas de atitudes de grande alcance social, ético e moral. Preocupado com a gravidade dos problemas brasileiros, sobretudo com a desagregação sócio-educativa de crianças e jovens, o padre Djacy Brasileiro tem travado uma luta pessoal contra certos vícios da sociedade brasileira. Por meio de cartilhas singelas e de fácil leitura, o padre tenta atrair a atenção do cidadão para a necessidade do respeito às leis, aos bons costumes e com maior ênfase para que o jovem não perca os rumos na construção do futuro.

    No ano passado o padre Djacy lançou a cartilha “Curtindo a Vida sem Drogas”. Nela são dadas orientações à família e aos jovens acerca dos efeitos danosos das drogas na vida comunal. “O consumo de drogas lícitas ou ilícitas gera consequências irreparáveis aos dependentes, como: desintegração familiar, violência, abandono, vazio, medo, insegurança, perda do sentido da vida, prisão, depressão, doenças diversas (como AIDS) e morte prematura”, diz o padre na sua cartilha distribuída junto aos fiéis e pessoas da rua. O apelo é dramático e revela um sacerdote estreitamente ligado às questões sociais e preocupado com as vidas que são ceifadas na fase mais produtiva do cidadão.

    Desde 1994, quando se ordenou, que o padre Djacy Brasileiro dedica-se de corpo  alma às causas sociais, com ênfase nos problemas que afetam a família. Na concepção dele, tais problemas se estendem à sociedade como um todo pelos resultados que causam, pois o envolvimento do jovem com as drogas é hoje a causa de graves conflitos familiares, em muitos casos transformando os pais em vítimas dos apelos das drogas. Nas três últimas páginas da cartilha o padre Djacy procura ser o mais didático possível quando especifica a natureza de cada uma das drogas e os efeitos delas no organismo. No item “Algumas drogas e seus efeitos” o padre descreve as três categorias em que se enquadram as drogas lícitas e ilícitas: “Depressoras” (álcool, inalantes e solventes), “Estimulantes” (anfetaminas, cocaína, crack, merla e nicotina) e as “Perturbadoras” (maconha. Ecstasy).

    Haceldama Borba



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