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    21/12/2010

    Ganhadores do Prêmio AETC 2010 falam da importância do concurso e dos detalhes da produção das matérias vencedoras

    “É importante reconhecer o talento de jornalistas que tanto contribuem, através de seus trabalhos, para informar e construir uma sociedade melhor”. Essas foram as palavras de Mário Tourinho, diretor-executivo da Associação das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de João Pessoa (AETC-JP) entidade promotora do Prêmio AETC de Jornalismo ao justificar a existência do concurso, que este ano teve cinco categorias, com três premiados em cada uma delas, além do destaque Menção Honrosa, uma novidade do prêmio deste ano. Todos os trabalhos inscritos e, especialmente, os vencedores apresentaram um alto nível de qualidade e uma intenção em comum: retratar histórias e fatos que fugissem da violência e tragédias cotidianas tão retratadas pela Imprensa.

    A categoria jornalismo impresso – Texto teve como primeiro lugar uma matéria que denunciava o árduo trabalho nas mineradoras paraibanas. O autor do trabalho, o jornalista Severino Lopes, relata como foi a escolha do tema. “Foi uma matéria de utilidade pública, inclusive denunciando que enquanto o mundo estava se comovendo com os mineiros que estavam presos numa mina no exterior, muito próximo de nós, em Junco do Seridó, a situação era tão dramática quanto, recentemente morreram mais quatro mineradores lá onde fiz a reportagem e nada ainda foi feito para modificar esta realidade. Mas, fiz o meu papel de denunciar, tornar público esse absurdo”, disse o jornalista Severino Lopes de Sousa, do Diário da Borborema.

    Divulgar fatos positivos e pessoas que fazem a diferença na sociedade foi a intenção da jornalista Clara Torres, da TV Correio, ganhadora do segundo lugar na categoria Telejornalismo. Durante um corriqueiro final de semana a jornalista descobriu uma outra realidade na cidade tida como destino para quem desejar festejar o carnaval e passar finais de semana. “Esta ONG Apoichá revolucionou a cidade de Lucena. Quero focar minha carreira na divulgação de pessoas que mudam para melhor a sociedade. Graças a ONG, os moradores têm acesso à cultura, educação e apoio familiar. Foi muito gratificante fazer essa matéria e também ficar entre as melhores no Prêmio AETC”, disse a jornalista, que foi premiada pela segunda vez pelo concurso.

    O primeiro lugar em Telejornalismo ficou com o jornalista da TV Cabo Branco, Laerte Cerqueira, que percorreu cinco mil quilômetros e diversos municípios do Estado para a realização de uma série de matérias, entre elas a que foi vencedora que, teve que ser editada, para atender às exigências do prêmio. “A Caravana gerou oito matérias muito ricas em conteúdo e foi um trabalho árduo. Eu me tornei uma pessoa melhor depois que fiz essas matérias. Conheci pessoas que não tinham o que comer e se superavam a cada dia e gente que tinha tudo e não dava um passo. Foi uma experiência maravilhosa e o prêmio foi um reconhecimento desse trabalho”, afirmou Laerte.

    A matéria “Nunca é tarde para recomeçar!”, que ganhou o prêmio da categoria Radiojornalismo é de autoria da jornalista Edileide Vilaça e vem provar que, realmente os profissionais da área estão optando por retratar em suas matérias, os fatos positivos do cotidiano em detrimento de tragédias e violência. “A comissão julgadora teve a sensibilidade de perceber que a produção jornalística precisa divulgar coisas boas para tocar as pessoas. Quando faço alguma matéria sempre penso a quem ela vai tocar e o que vou mudar com ela”, disse a profissional que já foi contemplada outras duas vezes no Prêmio AETC.

    A categoria de Fotojornalismo teve mais uma vez como primeiro colocado, o fotógrafo Francisco França, do Jornal da Paraíba. “Esse é um prêmio que nos estimula a melhorar cada vez mais”, afirma o veterano ganhador do concurso. Mas, a emoção da ganhadora do 3º lugar da categoria, a fotógrafa Fabyana Mota, do Jornal O Norte, vale o registro já que recebeu o prêmio e concedeu entrevistas com os olhos marejados de emoção. “Preciso treinar meu olhar todos os dias. Em um ano em que perdi minha mãe, trabalhar foi difícil e ainda sim consegui fazer o que gosto e ser reconhecida”, disse a profissional que foi premiada com a foto intitulada “20 anos do ECA – Acessibilidade”.

    O 1º Lugar da categoria Jornalismo na Internet foi conquistado pela jornalista Maria Ledjane Maciel Quirino, do portal Política PB, com uma matéria que focava o tratamento de bebês através de composições de música clássica. A matéria que ganhou 3º Lugar, na mesma categoria, da jornalista Hacéldama Borba, mostrou aos leitores uma profissão que já está em extinção, mas que precisa de valorização. “Achei interessante escrever sobre esta profissão tão rara e que está em extinção tanto em João Pessoa, quanto no País, que é a de caligráfa. Mostrei que em plena era da informática, a caligrafia ainda resiste. Esta é a segunda vez que sou reconhecida pelo Prêmio AETC e é sempre uma emoção. A categoria merece este reconhecimento”, disse Hacéldama.

    Este ano, os terceiros colocados receberam um prêmio no valor de R$ 650,00. Os segundos lugares foram contemplados com R$ 1.300,00 e os primeiros receberam R$ 2.600,00. Foram 15 premiados, sendo três em cada uma das cinco categorias, totalizando mais de R$ 22 mil destinados, exclusivamente, à premiação dos ganhadores. Todos os vencedores receberam ainda troféus  assinados pelo artista plástico Marcos Pinto.

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    Haceldama Borba



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