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    10/01/2012

    FCJA celebra 125 anos de José Américo

    Para marcar os 125 anos de nascimento do seu patrono, a Fundação Casa de José Américo providenciou a celebração de uma missa, nesta terça-feira (10/01), às 17h, na Igreja Santo Antônio de Lisboa (Av. Olinda s/n – Tambaú).

    Ao longo dos 93 anos de vida, José Américo honrou a Paraíba, através de um extenso currículo. Foi escritor, ministro, governador, senador, em cujos cargos contribuiu bastante, através de ações, para o desenvolvimento do Estado. Dentre tantas, a criação da Escola Politécnica de Campina Grande e a Universidade da Paraíba.

    Natural de Areia, José Américo de Almeida nasceu no Engenho Olho D´Água, formou-se em Direito. Escreveu diversas obras, sendo A Bagaceira, muito marcante no romance regionalista moderno. Faleceu na em João Pessoa, dia 10 de março de 1980. Seus restos mortais e de sua   esposa estão no  Mausoléu construído no pomar da FCJA.

    Fátima Farias – Assessora de imprensa da FCJA

     

    JOSÉ AMÉRICO (CRONOLOGIA):

    1887 -  Nasce no Engenho Olho D´Água, em Areia, a 10 de janeiro.

    1892 -  Inicia os estudos, no engenho, orientado pela professora Júlia Leal.

    1898 -  Vai para casa do tio paterno, o Padre Odilon Benvindo de Almeida.

    1899 -  Com a morte do genitor, a família muda-se para a cidade de Areia.

    1901 -  Ingressa no Seminário da Paraíba.  

    1904 – Deixa o Seminário e faz os  preparatórios no Lyceu Paraibano. Matricula-se na Faculdade de Direito do Recife.

    1907 -  Lança na cidade natal o jornal Correio da Serra e começa a publicar  textos em jornais.  

    1908 – Termina o Curso de Direito e  regressa a Paraíba.   1909 – Filia-se ao  partido chefiado pelo Senador Gama e Melo.

    1911 -  Nomeado Promotor Público da Comarca de Sousa.

    1912 -  Casa-se com D. Alice Azevedo Melo.

    1921 -  Nomeado Consultor Jurídico do Estado.

    1922 -  Escreve a novela Reflexões de uma Cabra.

               Nomeado Procurador Geral do Estado.

    1923 -  Escreve o ensaio: A Paraíba e seus problemas.

    1928 -  Lança A Bagaceira, marco do romance regionalista moderno.

    1929 -  Eleito Deputado Federal, mas toda bancada é depurada pelo Governo Federal.

    1930 -  Nomeado Secretário de Segurança e Assistência Pública;

              Proclamado Interventor do Estado e Chefe do Governo Central do Norte até a posse de Getúlio Vargas.

    1932 -  Ministro da Viação e Obras Públicas, respondendo pelo Ministério da Fazenda. Escapa de desastre aéreo na litoral da Bahia, no qual morre o amigo Anthenor Navarro.

    1933 -  Publica relatório: O Ministério da Viação no Governo Provisório.

    1934 -  Nomeado Embaixador no Vaticano ao qual renuncia.

    Publica: O Ciclo Revolucionário do Ministério da Viação.

    1935 -  Eleito Senador, renuncia três meses depois; 

               Nomeado Ministro do Tribunal de Contas da União;

               Publica duas novelas: O Boqueirão e Coiteiros.

    1937 -  Candidata-se a Presidência da República apoiado por 17 estados.

    1945 -  Concede entrevista ao jornal Correio da Manhã, rompendo a censura da imprensa;  Funda com outros a UDN – União Democrática Nacional.

    1946 -  Candidato a Vice-Presidente da República por eleição indireta.

    1947 -  Novamente eleito Senador pela Paraíba.

    1950 -  Eleito Governador do Estado da Paraíba.

    1951 -  Toma posse no Governo do Estado.

    1952 -  Cria a Escola Politécnica da Paraíba, em Campina Grande.

    1953 -  Publica Secas do Nordeste – exposição na Câmara Federal;

    Novamente é nomeado Ministro da Viação e Obras Públicas.

    1954 -  Escreve Ocasos de Sangue – crônica;  Retorna ao cargo de Governador do Estado da Paraíba.

    1956 -  Funda a Universidade da Paraíba e deixa o governo do Estado.

    1958 -  Candidata-se a Senador pela UDN, mas não é eleito.

    1959 -  Retira-se da vida pública, dedicando-se à literatura e fica conhecido

               como O Solitário de Tambaú.

    1962 -  Falecimento de sua esposa.

    1963 – Continua residindo em João Pessoa como escritor e influenciando a

               política paraibana.

    1965 -  Toma posse na Academia Paraibana de Letras na cadeira de Raul

                Machado; Publica: Discursos do seu tempo;  Escreve: A palavra e o tempo.

    1967 -  Escreve: Ad Imortalitatem, discurso de posse da Academia Letras na cadeira de Tobias Barreto. Toma posse na Academia Brasileira de Letras.

    1968 -  Publica os seguintes títulos: O Ano do Nego – Memórias e Graça Aranha, o Doutrinador – ensaio.

    1970 –  Eu e Eles – memória.

    1973 -  Quarto Minguante – poesias.

    1976 -  Antes que me esqueça – memória.

    1977 – Recebe o título de “O Intelectual do Ano” da União Brasileira de

              Escritores.

    1980 -  Falece na cidade de João Pessoa, a 10 de março;  É criada a FCJA.

    1983 -  Seus restos mortais e de sua esposa foram trasladados para o  Mausoléu construído no pomar da FCJA.


    Fátima Farias
    Assessora de Comunicação Social e Diretora de Programação Cultural
    da Fundação Casa de José Américo
    Fones: (83) 9332.3945 / 8600.0267

    “O que tem de acontecer tem muita força” (José Américo de Almeida)

     

     

    Haceldama Borba



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