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    22/09/2010

    A paixão de Domingos de Azevedo pela música é tema do novo livro de Itapuan Bôtto Targino

    O musicólogo paraibano Domingos de Azevêdo Ribeiro, pesquisador e um dos maiores incentivadores da música na Paraíba, é homenageado no novo livro do historiador Itapuan Bôtto Targino. Domingos de Azevêdo Ribeiro – A Paixão pela Música” (Ideia Editora) será lançado nesta quinta-feira (23), às 18h, no Auditório Gazzi de Sá, salão verde do Espaço Cultural, quando haverá também a posse dos novos membros da Academia Paraibana de Música (APM), fundada pelo homenageado.

    Com prefácio do presidente da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), Maurício Burity, e orelha do jornalista e pesquisador musical Ricardo Anísio – membro da Academia Paraibana de Música na cadeira 17, que tem como patrono Jackson do Pandeiro – o livro é oferecido a Domingos de Azevêdo Ribeiro na passagem do primeiro ano de seu falecimento. O lançamento da obra tem o apoio da APM, Funesc e Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP).

    Além de mostrar a importância do musicólogo como propagador da música no Estado, Itapuan Bôtto Targino buscou conceituar música, suas origens e sua evolução; relatou os fatos que deram origem à Academia Paraibana de Música; dedicou um capítulo ao canto coral – atividade artística predileta do musicólogo –, e registrou a experiência como gestor cultural na presidência do Espaço Cultural, onde conviveu com Domingos de Azevêdo na direção do Centro de Pesquisa Musical José Siqueira.

    “O objetivo central desse livro é lembrar Domingos de Azevêdo Ribeiro, esta figura singular de homem público, assim entendido como cidadão portador de conduta ilibada, probo, honrado, digno e honesto”, diz o autor, acrescentando que, além de destacar a atuação do musicólogo na cultura do Estado, pretende divulgar a Academia Paraibana de Música, por ele criada em 1995 e instalada em dezembro de 1996, ano do centenário de nascimento de Heitor Villa Lobos. A APM é presidida por Nereusa Nery de Luna Freire – que assina a contracapa do livro – e composta por 18 cadeiras, ocupadas por seus patronos e respectivos fundadores.

    O musicólogo – Domingos de Azevêdo Ribeiro nasceu na cidade de Pirpirituba (PB), em 18 de agosto de 1921 e morreu no dia 27 de maio de 2009. Começou a conviver com as artes lítero-musicais na época em que estudava no Lyceu Paraibano, em João Pessoa. Dirigiu grêmios literários e o Centro Estudantil da Paraíba e integrou os corais Carlos Gomes e Villa Lobos, regidos por Santinha e Gazzi de Sá, respectivamente.

    Foi juiz classista da 1ª Junta de Conciliação e Julgamento da Justiça do Trabalho, na Capital, e teve passagem pelas diretorias de Arte e Cultura do Esporte Clube Cabo Branco e do Clube Astréa. Também dirigiu os museus da Paraíba e foi membro da Associação Paraibana de Imprensa (API), Academia Brasileira de História, Academia de Letras Municipais do Brasil e Academia Campinense de Letras. Presidiu o Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e Academia Paraibana de Música.

    Era autodidata e dedicou-se quase que exclusivamente à música. Como escritor e historiador, publicou mais de 40 livros e plaquetes, entre eles, “Antônio Guedes Barbosa: o homem e o intérprete”, “João Pessoa e a música”, “Crônicas do Cotidiano”, “Areia e sua música” e “Centenário da Orquestra Sinfônica da Paraíba”. Compôs os Hinos do IV Centenário da Paraíba, do Centenário da Abolição, do IHGP, bem como das cidades de Cruz do Espírito Santo, Sobrado e Pirpirituba. Era cidadão honorário de João Pessoa e recebeu várias condecorações. Domingos de Azevêdo Ribeiro foi também sócio fundador da Orquestra Sinfônica da Paraíba.

    Na Funesc – Domingos de Azevedo doou boa parte do seu acervo ao Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa. São partituras de músicas populares e eruditas, concebidas por artistas paraibanos. Também doou um rico acervo em recortes de jornais e revistas que registram a evolução da música na Paraíba e no Brasil. Foi dessa maneira que, em 22 de novembro de 1987, fundou o Centro de Documentação e Pesquisa Musical José Siqueira.

    Aberto à consulta pública, o Centro José Siqueira desenvolve diversas atividades, como a organização do acervo musical paraibano, além de atualizar uma hemeroteca de jornais e revistas especializadas e um arquivo de imagens voltadas à música. Essa produção está à disposição de estudantes, músicos, compositores, professores e pessoas ligadas à música popular, erudita e folclórica. No local, o público encontra desde músicas produzidas pelos escravos, abordando a abolição, até obras de Villa Lobos e Mozart.

    O Autor – Itapuan Bôtto Targino nasceu em João Pessoa em 1938. Estudou no Colégio Pio X, onde obteve a Medalha e Prêmio de Excelência e integrou a Arcádia Pio X, uma espécie de academia juvenil de letras. Concluiu o curso secundário no Liceu Paraibano. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), tendo sido representante de turma por quatro anos consecutivos, secretário-geral do Diretório Acadêmico, fundador e diretor da Tribuna Acadêmica João Lélis de Luna Freire e presidente da turma concluinte.

    Licenciou-se em Pedagogia/Administração Escolar pela UFPB. Além de cursos de relações públicas, técnicas de comunicação e técnica legislativa, participou de cursos, seminários e estágios sobre formação profissional no Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília), Argentina, Estados Unidos, Suíça e Itália.

    Itapuan Bôtto Targino escreveu 13 livros, entre eles, “A propósito de Educação”, “A Verdade de um homem público”, “Preservação do Patrimônio Ferroviário”, “Assim eu disse…”, “Anísio Teixeira – o educador do século XX”, “Hilton Rocha – um humanista”, “Patrimônio Histórico da Paraíba” e “Dois Irmãos – Um mesmo ideal”.

    SERVIÇO

    Lançamento do livro DOMINGOS DE AZEVEDO RIBEIRO – a            paixão pela música

    Autor: Itapuan Bôtto Targino;

    Quando: Quinta-feira (23), 18h;

    Onde: Auditório Gazzi de Sá, Salão Verde do Espaço Cultural (Rua Abdias Gomes de Almeida, 800 – Tambauzinho – João Pessoa);

    Entrada franca

    Haceldama Borba



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