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    30/04/2011

    Rainha do Brejo… e do barulho

    Guarabira, distante cerca de 85 km da capital (João Pessoa), é uma próspera cidade situada no agreste paraibano. Segundo o último Censo do IBGE, a cidade conta hoje com cerca de 56 mil moradores. E por ser tão propensa ao comércio e à indústria é que tem atraído pessoas das mais distantes paragens. E como tal, não poderia ficar imune às consequências da prosperidade. No centro (av. Dom Pedro Segundo), a intensa movimentação de automóveis e de motocicletas põe em risco a vida do pedestre. Lógico, não se pode esquecer do barulho que os veículos motorizados costumam fazer. A cidade, como qualquer outra do interior, tem um número bastante elevado de motocicletas transitando do centro para os bairros e vice-versa. Isso torna o trânsito meio que caótico em determinados horários do dia.

    Mas a irritação maior é causada pela grande quantidade de carros de som que circulam pelas ruas centrais sem qualquer fiscalização. O problema é que a cidade dispõe de ruas estreitas, e tais veículos costumam circular em baixa velocidade. E aí surgem dois problemas bem básicos: tornam o trânsito lento e intensificam o barulho. E por que isso ocorre? Simples: um carro de som acaba encontrando o outro, formando uma fileira da qual sai um barulho intenso o bastante para atrapalhar a comunicação entre as pessoas. Um exemplo disso pude ver quando tentei dialogar com um amigo no centro da cidade no exato momento em que passava um desses infernais carros de som. Se tentássemos continuar a conversa seria tempo perdido, pois um não conseguiria entender o outro. Não demorou muito e tentei falar ao celular. Ora, que nada… Tive de tirar o aparelho do ouvido porque de nada iria adiantar. Depois que o dito cujo passou é que foi possível continuar a conversa. O comércio também sofre com essa “turma do barulho”. Os vendedores acabam por não se entenderem com o cliente, o que pode causar a desistência de um bom negócio.

    Na verdade a prefeitura da cidade precisa disciplinar a utilização desse tipo de propaganda. O que ocorre em Guarabira é uma forma abusiva e irritante de anunciar determinados produtos usando-se uma das mais perversas formas de fazer publicidade. Eu já havia comentado no meu blogue sobre essa forma de anunciar tomando por base a barulheira que existe em João Pessoa também. Para mim, o consumidor deveria boicotar todo e qualquer estabelecimento comercial que anunciasse em carros de som. Ah… e jamais votar em político que fizesse uso dessa forma de propaganda. Uma atitude assim poderia dispensar até mesmo uma lei municipal para disciplinar tal abuso. O consumidor estaria “dando as cartas”. Mas…

     Resumindo: carros de som trazem prejuízo para o fluxo do trânsito, irrita o cidadão e contribui para a construção de uma imagem ruim da cidade que aceita essa baderna sonora.

    Em tempo:

    agradeço ao coordenador de Comunicação da Prefeitura Municipal de Guarabira, jornalista Antônio Santos, por ter atendido ao apelo deste bloguenauta para que fosse feito o trabalho de recuperação paisagística da praça situada no bairro do Nordeste 2.

    Nonato Nunes



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