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    21/01/2012

    O “meteoro” Luiza

    Depois de “Ai se eu te pego (Assim você me mata)” - em duas frases o ”maior hit de todos os tempos” - o Brasil convive agora com a “febre” Luiza. E bastaram seis palavrinhas para que uma nova celebridade fosse alçada ao “hall da fama”. É a prova de que – como repetem os evangélicos – “palavra tem poder”. Não é à toa que com um simples “Abre-te, césamo” Ali Babá fazia “desaparecer” os seus quarenta ladrões. E quem não lembra das bruxas pronunciando o conhecido “Abracadabra!” para fazer surgir ou desaparecer algo. Agora vemos que a senhorita Luiza, a distância, conseguiu operar um milagre do qual até Jesus duvidaria. A diferença está no tempo e no espaço. Ele operou o milagre da multiplicação dos pães num Israel conflagrado, e há dois mil anos; ela, o milagre da “multiplicação das estrelas” no país dos Big Brothers e do “Ai se eu te pego”.

    Na verdade sou meio que alheio a certas coisas que se passam ao meu redor. Mas eu estava na casa de um amigo e fazia uma leitura do livro “Cangaceiros do Nordeste“, de Pedro Baptista (lançado em fax simile na última sexta-feira, dia 20, na Livraria do Luiz), quando, num programa de rádio, alguém telefonou e fez o seguinte comentário: “Todo mundo sabe que quem fritou Luciano Agra (prefeito de João Pessoa) foi Ricardo Coutinho, menos Luiza que está no Canadá“. A parte final da participação do ouvinte é o que me chamou a atenção. Procurei saber quem era a Luiza de quem o ouvinte falava. E aí me informaram de que se tratava de um comercial feito na televisão. Lembrei-me do dito comercial. Numa rápida leitura do que foi escrito e dito o leitornauta vai perceber logo um certo “esnobismo” em texto e imagem, mas…

    Um abraço e até a próxima.

    Nonato Nunes



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