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    27/10/2010

    Notáveis advertem o país sobre o PT

    Há uma preocupação latente dos segmentos mais esclarecidos do país quanto ao destino do povo brasileiro nos próximos anos caso o Partido dos Trabalhadores (PT) permaneça no poder. Os direitos individuais e o respeito à cidadania são dois dos fatores que têm levado preocupação a figuras de proa como dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, e o jurista Hélio Bicudo (veja vídeo com depoimento no blog protexto.zip.net)). Por diversas vezes Lula acenou com a adoção de medidas de natureza autoritária (calar a Imprensa e  o Ministério Público por exemplo) como remédio amargo para “curar” os males da corrupção comprovadamente identificados na célula-mater do governo, a Casa Civil, e em outros setores da administração pública federal. Não foi adiante por não ter encontrado o “caldo de cultura” adequado para que a “bactéria” e o “vírus” do golpismo proliferassem.

    A investida contra a Imprensa lembra antigos gestos que culminaram com a criação, em 1939, do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) durante o Estado Novo. Getúlio Vargas, figura personalista por excelência, via na Imprensa e nos jornalistas a imagem do próprio diabo. Como não admitia críticas ao governo ditatorial que implantara em 1937 a partir de um golpe de Estado, o líder populista gaúcho estimulou a pôs em execução o DIP. Esse departamento estava encarregado de fazer da figura de Vargas um objeto de culto quase no mesmo nível dos deuses greco-romanos. Sua atuação era visível em todas as manifestações culturais do país. A censura aos veículos de comunicação era implacável e os agentes do DIP ostentavam poderes quase que ilimitados, e praticamente só deviam obediência a duas pessoas: a Lourival Fontes (o Joseph Goebbles brasileiro) e ao próprio ditador. O DIP não era um simples departamento, mas uma extensão móvel das vontades de Getúlio Vargas. Onde os agentes do DIP estivessem, ali estaria o ditador.

    Em 1964 os militares tomaram o poder de assalto e destituíram o presidente João Goulart. Com o golpe vieram as mazelas do autoritarismo. Logo um órgão se destacaria na repressão aos “inimigos do regime” (incluindo-se aí a Imprensa, claro). O DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna) estava encarregado de caçar, prender, sequestrar, torturar e mesmo assassinar quem se atrevesse a cruzar os caminhos do regime de exceção. O DOI-CODI, no qual esteve o hoje presidente Lula, e que agora, ele mesmo, tenta repetir algo parecido, era, sim, a base da repressão dos militares juntamente com o Cenimar (Centro de Informações da Marinha).  Nas mãos desses agentes da repressão é que foram mortos o jornalista Vladimir Herzog (1937 – 1975) e o operário Manuel Fiel Filho (1937 – 1976).  Outros brasileiros também desapareceram em meio à repressão deflagrada pelos militares e seus corpos jamais foram encontrados. Já ouvi que a senhora Dilma Rousseff foi uma espécie de “heroína” (não a droga, claro) dessa época por ter combatido o regime militar. Na verdade o que ela e seus companheiros queriam era  transformar o Brasil num “satélite” soviético, ou seja, seria a troca de uma ditadura militar por uma de extrema-esquerda controlada por Fidel Castro e seus patrões em Moscou (ex-União Soviética).

    Agora Lula quer implantar os tais Conselhos Estaduais de Comunicação. Teremos a volta do DIP? Eis a questão.

    Nonato Nunes



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