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25/11/2010
Nos últimos dias tenho recebido pedidos de licença para a reprodução de textos do protexto.zip.net em blogues e portais paraibanos. Devo dizer aos solicitantes que os textos publicados no meu blogue pessoal seguem as mesmas diretrizes contidas na ideia de “copyleft” (“esquerdo de cópia”, ou “cópia livre”). Isso quer dizer que os textos por mim escritos podem ser reproduzidos em parte ou na sua totalidade por quaisquer meios de publicação, desde que citada a fonte. Não estão autorizadas, porém, alterações de ordem semântica, estrutural ou sintática. A introdução não autorizada de tais modificações fatalmente iriam influir na inteligibilidade de alguns aspectos do texto, contribuindo, dessa forma, para causar embaraços acerca do pensamento do autor. Assim, qualquer pessoa está autorizada a reproduzir palavras, frases, parágrafos e até o texto por completo aqui publicados por este bloguenauta, desde que obedecendo aos pré-requisitos acima expostos.
A ideia de “copyleft” surgiu a partir do conceito de “software livre” e da necessidade de expansão de todo o conhecimento humano. Grupos de intelectuais europeus e americanos identificaram nas restrições impostas pelo direito de “copyright” um impedimento desnecessário ao livre acesso aos avanços científicos, tecnológicos, intelectuais e filosóficos. O termo “esquerdo de cópia” evoca, assim, uma espécie de “movimento rebelde” contra tudo o que contiver a ideia de “propriedade intelectual” no âmbito do conhecimento humano. O conceito foi popularizado por Richard Stallman (ver foto no protexto.zip.net). Sem ferir preceitos legais, Stallman criou uma forma particular de licença de direitos autorais – a Licença Pública Geral. Segundo informações da “Wikipédia” (a enciclopédia livre), o movimento “free software” teve início quando um software no qual Stallman estava trabalhando interessou à empresa Symbolics. Ocorre que o software livre sofreu modificações e quando Stallman pediu para ver o que fora modificado, a empresa simplesmente negou-lhe o acesso. Estava iniciada a guerra contra o “software proprietário”.
Pessoalmente, também partilho da ideia de que o conhecimento humano não deve ficar restrito a individualismos. Entendo que o produto do conhecimento nos campos científico, tecnológico e intelectual é o resultado de experiências que atravessam séculos de aperfeiçoamentos. Ora, o que é o automóvel moderno senão o resultado da insistência do Homem em busca da perfeição desse tipo de transporte desde a invenção da roda…O que é o computador moderno senão o produto final trabalhado a partir do ábaco…O que são as armas modernas? A meu ver nada mais do que o aperfeiçoamento do arco e da flecha e da catapulta.
Assim, o conhecimento humano deve ser interpretado como um bem pertencente à Humanidade, não um mero combustível para alimentar as “fogueiras das vaidades”.
Nonato Nunes


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