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23/09/2010
Prevista para ser inaugurada no próximo dia 12 de novembro, a Rádio Belém FM entra no ar com o propósito de não apenas ser uma emissora moderna e em dia com os mais modernos equipamentos tecnológicos. A intenção do seu idealizador, o ex-deputado Tarcísio Marcelo, é também a de fazer uma programação dinâmica, ágil e que atenda, na sua totalidade, ao exigente ouvinte do brejo paraibano. A Belém FM dará ênfase a uma programação que levará em consideração as mais modernas tendências radiofônicas. Isso significa operar em sintonia com a internet não apenas para informar, mas também para adquirir novos conhecimentos em termos científicos, tecnológicos e societários.
O jornalismo, conforme Tarcísio Marcelo, será uma das grandes vertentes da grade de programação da emissora. O público de Belém, conforme disse, estará antenado no que ocorre não apenas em Belém, no brejo e na Paraíba, mas também no Brasil e no mundo. A área policial deverá ser um fórum de discussão da violência que assola a sociedade brasileira, pondo em evidência a proliferação das drogas e os efeitos que elas têm causado no processo de desestabilização das sociedades mundo afora. Marcelo não parece querer “uma simples emissora de rádio”. Sua intenção é a dar ao brejo um veículo que possa se caracterizar como valioso canal de comunicação entre a sociedade e as instituições públicas e privadas no árduo processo de positivação das ações humanas.
Pessoalmente acredito que o caminho está sendo trilhado de maneira correta, pois o rádio ainda é um instrumento de muita força nas comunidades interioranas. Observa-se que nas cidades menores e localizadas bem distantes do litoral é no rádio que as comunidades vão buscar as informações de que precisam para se manterem conectadas com o mundo. Ali a internet não tem vez. A televisão tem muita força, mas não em todos os períodos do dia. Pela manhã, por exemplo, a dona de casa apenas ouve o que lhe é informado, pois está cuidando dos afazeres. Ao amanhecer o cidadão interiorano, ao menos na Paraíba, ainda cultiva o hábito de ouvir o som característico do chocalho embalando algum programa de conteúdo ruralista. Esse, claro, é um ouvinte atípico. Prefere a voz de um Jota Anísio acordando a todos com um “Olha a hora, dona Aurora” (Rádio Cultura/anos 80) a um programa que logo ao raiar do Sol venha trazendo o apocalipse, com todas as mazelas que apontam para o fim do mundo.
O criterioso Tarcísio Marcelo também quer coroar o ouvinte de Belém e áreas próximas com bons profissionais do radiojornalismo paraibano com uma programação de primeira linha.
Dia 12 de novembro, em Belém – Paraíba.
Nonato Nunes


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