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22/12/2010
Depois de conhecer os finalistas e os vencedores dos prêmios ‘Criatividade’ e ‘Chapéu de Ouro’, não resisti à tentação de fazer alguns comentários – embora minha opinião corra o risco de ser interpretada como dor-de-cotovelo. Mas tudo bem. Afinal, deve ter um pouco disso também.
Para quem não sabe, o Criatividade é entregue aos melhores filmes publicitários veiculados na programação comercial das afiliadas da Rede Globo, na Paraíba. E o Chapéu de Ouro é para as melhores peças publicitárias veiculas na TV, nos jornais, nas rádios, na revista e no portal do Sistema Correio de Comunicação.
O primeiro prêmio a mostrar várias peças de gosto muito duvidoso foi o Criatividade, realizado no dia 4 de dezembro, em Campina Grande. Nos meus 13 anos de Criatividade, não me lembro de ter visto tanta coisa fraca reunida num só lugar. Ontem, no Chapéu de Ouro, realizado em João Pessoa, a seleção de peças de gosto muito duvidoso se repetiu. E novamente muita coisa boa ficou do lado de fora, na ficha de inscrição.
A única coisa boa nessa constatação é saber que o nível da publicidade paraibana não é aquele apresentado pelo Criatividade e pelo Chapéu de Ouro. É infinitamente maior. Outra constatação é que o nível do jurado de ambos os prêmios precisa ser infinitamente maior.
Minha queixa não é pessoal. Não estou reclamando apenas de filmes da Faz, minha agência, que não chegaram entres os finalistas ou vencedores. Eu me refiro também a filmes muito bons de agências concorrentes que foram ignorados pelos jurados. Veja esse belo filme da Casa do Agricultor, que nem finalista foi no Criatividade e não ganhou sequer um “bombons de menta chupado”. Uma injustiça.
Alguns filmes finalistas e alguns vencedores mereceram o que tiveram no Criatividade e no Chapéu de Ouro. Outros finalistas e outros vencedores, no entanto, mereciam ganhar apenas o tal “bombons de menta chupado”. E nada mais. Mas como cabeça de juiz, muitas vezes, é uma caixinha de surpresas, cabe a nós, os réus, comemorar a absolvição ou lamentar a pena.
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A Faz teve um conjunto de filmes finalista no Criatividade, na categoria campanha, títulos “Cortar o tempo” e “O lamento das coisas”; e um 2º lugar no Chapéu de Ouro, categoria spot de rádio, título “O lamento das coisas” – que é um dos mais famosos poemas de Augusto dos Anjos. O spot e o filme são uma adaptação dessa obra.
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Allysson Teotonio


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