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    28/03/2011

    Ser digital, mas ser jornalista

    Com a evolução da tecnologia, aliás, uma espantosa evolução que não pára, muitas são as indagações sobre o jornalismo.  Como ficarão os jornalistas? O jornalismo impresso vai sumir? O rádio vai perder definitivamente o seu espaço? A televisão também não suportará a investida do Webjornalismo?

    “MacLuhan o grande pensador nascido no Canadá, o homem da “Aldeia Global” acreditava, já nos anos 60, que a mídia eletrônica já evoluía além da televisão. Ele já sentia e previa isso naquele tempo quando afirmou: “Uma rede mundial de computadores tornará acessível, em alguns minutos, todo tipo de informação aos estudantes do mundo inteiro” (MachLuhan, Understanding media – Os meios de comunicação como extensões do homem).

    A comunicação enfrenta, não tenham dúvidas, transformações diariamente.

    A internet, com as suas redes sociais, é um caminho novo desta mesma comunicação e o ciberespaço e seus caminhos informacionais e navegáveis, proporcionam inegavelmente possibilidades não apenas de uma maior democratização da informação, mas, também, de uma maior interatividade.

    Ao ler o jornalista e consultor de mídia digital, Caio Túlio Costa, professor de jornalismo da Cásper Líbero, gostei de sua colocação sobre o webjornalismo, quando ele afirma ser um jornalismo além de interativo, também personalizado, customizado e móvel. “Quase onipresente” – arremata o professor.

    Entendo tudo isso que acontece neste mundo de meu DEUS. Sei que é irreversível o caminho da comunicação. E graças por isso. Já pensaram os senhores se nada disso estivesse acontecendo? Simplesmente estaríamos parados no tempo e no espaço. Toda essa mudança faz parte de um processo evolutivo que o mundo sempre enfrentou. Mundo que viu surgir os meios formais de comunicação, jornal, rádio e TV, todos ainda hoje, lutando pela sua sobrevivência. Lembro-me que o surgimento do rádio amedrontou a comunicação impressa e, ambos, sofreram, no caso do Brasil, a partir da década 50, com o surgimento da televisão. Agora, é a vez da internet com suas redes sociais a mexer com os que fazem esses meios. Contrariando os negativistas esses veículos continuam sobrevivendo.

    Diante desse cenário posso afirmar que estou convivendo muito bem, consciente de que todos nós jornalistas precisamos viver e participar desse novo momento, nos atualizando e entendo que o jornalismo poder ser praticado em qualquer plataforma. Entendo, ainda, que o jornalismo impresso, rádio, TV e web são meios informativos, cada qual fazendo o seu jornalismo, cada um com as suas peculiaridades, com a sua linguagem e com os seus diferentes discursos. Entendo, por outro lado, que para todos nós jornalistas, estão ao nosso dispor mais oportunidades de empregabilidade e de se faturar mais.

    O que não compreendo é a pequenez de alguns companheiros, que só pensam e entendem que fazer jornalismo é usar apenas a rede mundial de computadores.  Eles andam com um computador portátil debaixo do braço e acham que os demais veículos, especialmente, jornal e rádio, inexistem. Entendo que o momento é tremendamente positivo. É ótimo vermos no dia-a-dia o jornalista mais experiente incorporando os seus conhecimentos às novas mídias, adaptando-se a esses novos meios e dando o seu recado. Jornalista de verdade é jornalista em qualquer espaço. Eu estou tentando fazer assim.

    Não senhores, independentemente do veículo, na web (no computador, no celular) jornalismo é jornalismo. Ser digital – tudo bem – mas ser jornalista é o que interessa.            

    Gilson Souto Maior



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