(0) Comentário
12/11/2011
Sempre procuramos nessa difícil atividade jornalística comentar com imparcialidade qualquer assunto. Tal atitude não se reveste como nada acima do normal e que sirva de enaltecimento para qualquer homem que deseja, sempre, fazer do jornalismo um meio de formação e informação da opinião. Fazer jornalismo sério, sem comprometimentos, buscando a verdade, transmitindo-a ao público, diariamente, entendemos ser uma obrigação de todos nós comunicadores sociais.
É triste vermos companheiros, quer no rádio na televisão, jornal ou utilizando as redes sociais, ocupar espaço para manchar a imagem dos outros, às vezes até se fazendo de engraçado ou tentando ser, quando a atuação jornalística deve ser acima de tudo respeitosa.
No jogo Brasil versus Gabão, realizado recentemente, tivemos a oportunidade de ouvir o que menos interessa ao torcedor de futebol, a crítica que não leva a coisa alguma e que bem poderia ser substituída por outras informações. Aliás, pela narração do jogo, substituída por críticas durante os noventa minutos. O irritado narrador repetia constantemente, que a partida não valia nada, que aquele time do Brasil não era o titular, que a maioria dos jogadores escalados não tinha condições de vestir a camisa da seleção. O Gabão não acrescentava nada. Era um time medíocre e o amistoso somente empobrecia e diminuía o já abalado prestígio da seleção canarinho. As críticas, na verdade, eram endereçadas – e tudo ficava claro a todo o momento – ao presidente da CBF, o senhor Ricardo Teixeira.
Na verdade, esse cidadão todo o Brasil já conhece, cabendo aos dirigentes de clubes derrotá-lo nas eleições e tirá-lo do poder. Já está bom demais para quem pouco fez por este futebol. Concordo, portanto, com as críticas ao referido senhor. Mas, eu queria ouvir a narrativa do jogo e a mesma não fluía. Um saco!
Numa partida de futebol, por mais que seja medíocre o time adversário – era o caso do pobre Gabão – por que não fazer uma apresentação do pequenino país africano, mostrando o esforço em patrocinar uma apresentação de um selecionado poderoso como o Brasil? Não seria interessante, também, dar detalhes sobre o estádio? Estava com o gramado em péssimo estado, mas, não se pode negar a sua bela arquitetura e que, aquele momento, se apresentava como da maior importância para um povo pobre que soube receber com carinho os nossos jogadores, numa partida tecnicamente desigual, para eles, no entanto com um sentido muito importante, abrir caminhos para a prática e profissionalização do futebol no país. Achamos que as críticas à seleção ao senhor Teixeira, ao treinador da seleção que ainda não encontrou um estilo de jogo para Brasil, são justas. Como foram feitas, porém, pelos entusiasmados narradores e comentaristas, as críticas atingiram muito mais o povo do Gabão. Pobre Gabão. Ufa! Um jogo ruim e narração terrível.
Gilson Souto Maior


API - Associação Paraibana de Impresa 2009-2011 | Todos os direitos reservados. | Login