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19/11/2011
Fica muito difícil acreditar no futuro de um país que vive mergulhado em escândalos. Todos os dias, os meios de comunicação apresentam informações que envergonham a todos nós. O envolvimento, principalmente, de quem deveria ser exemplo para os brasileiros é o que mais nos preocupa, deixando-nos a não vislumbrar melhores momentos para esta sofrida pátria.
São problemas na educação, na saúde, segurança, tudo por conta, e fica bem claro, pelos atos de desonestidade que campeiam na administração pública, com muitos de seus agentes envolvidos em escândalos.
Um dia desses foi o Orlando Silva, do Ministério dos Esportes, cujos envolvimentos pouco recomendáveis forçaram-no a pedir renúncia. Agora,o senhor Carlos Luppi, do Ministério do Trabalho, que ainda insiste em continuar no cargo, após explicações não convincentes e idiotas como – “não deixo o ministério nem a bala” – além de outra afirmação besta “Dilma eu te amo” – tentando, certamente, agradar a presidenta.
Enumerar os atos de corrupção e malversação do dinheiro público praticados nos últimos tempos neste país está se tornando comum, pois eles se surgem a cada momento.
Como acreditar, também, num país que não cuida daqueles que trabalharam tantos anos, os aposentados, que hoje vivem mendigando um aumento real de seus benefícios, não encontrando guarida por parte de ninguém. O governo não aceita os pedidos dos sofridos “velhinhos” e acena para o mês de março de 2012 uma revisão. Enquanto houver amanhã as promessas de melhoria para os aposentados continuarão.
Falar sobre os problemas que vêm marcando a vida dos aposentados brasileiros tem sido também difícil. Nunca sabemos o que o governo quer. Aliás, ele nunca quer, nunca deseja dar ao aposentado o que ele merece, nunca acena para uma solução definitiva e honesta em favor da categoria. E é um assunto, antigo, que está perdendo a graça e, deixando os aposentados da previdência a cada dia mais desiludidos.
Como acreditar, num futuro de um país que só assiste miséria e crime, todos os dias, pela televisão, como foi o caso da reportagem do jornal da Globo, mostrando a qualidade de vida no Maranhão, mais precisamente no pobre município de Vargem Grande. O Brasil inteiro viu uma escola com paredes caindo, coberta com folhas de palmeira, carteiras inadequadas para crianças pequenas, num ambiente sem condições para utilização como sala de aula. Retrato vivo da incompetência e falta de comprometimento para com o povo. E mais, na terra dos Sarney, numa demonstração de que essa família que manda naquele estado pouco fez e faz para tirar o Maranhão da incômoda posição de pobreza demonstrada na reportagem apresentada. Foi mostrada ainda uma casa, se é o que foi mostrado pode ser assim chamado, com pessoas desfiguradas, famintas, sem nada para cozinhar e saciar a fome, vivendo segundo a repórter da Globo com um salário de poucos mais de R$ 100. Retrato, sem dúvidas, de um país cujos dirigentes precisam rever as suas atitudes, pelo menos aqueles que ainda agem com honestidade, pois um bom número deles, e os exemplos estão aí, não nos deixam pensar num Brasil diferente para o futuro.
É mais uma semana que termina e outro nomes surgem para engrossar a lista dos enrolados nos escândalos que tomam conta da nação. Agora é Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal. Contra ele, também, acusações que não mais se constituem novidades. A lista de acusados é agora aumentada não por mais um nome, mas, por alguns nomes, dentre os quais o presidente da Assembléia Legislativa de Rondônia. Contra eles envolvimentos escusos na área de saúde. É de se perguntar: com tanta gente que deveria ser exemplo para todos os brasileiros envolvida em escândalos de toda ordem, como ACREDITAR NO FUTURO DO BRASIL?
Gilson Souto Maior


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