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    23/06/2011

    APOSENTADOS: o que dizer sobre as últimas decisões do INSS?

     

    Tenho nos últimos meses neste espaço que me é concedido, comentado sobre a situação do aposentado brasileiro. Não é nenhuma novidade a situação caótica por que passam os aposentados e pensionistas, com o achatamento de seus benefícios. Sou um deles, que chateado e sofrido, vejo o tempo passar sem conseguir ver nada de novo acontecer e que venha a beneficiar a todos nós.

    Quando do governo passado, do senhor Luiz Inácio, que antes de ser inquilino do palácio do planalto, demonstrava toda a sua preocupação para com os aposentados, o que nos fazia pensar em dias melhores, nada de bom lamentavelmente não aconteceu. Foi uma decepção, agora renovada, pois não vejo nenhum interesse da senhora que aí está em determinar, pelo menos, um direito que nos foi garantido pela justiça.

    É de se estranhar que o governo, que deveria ser exemplo para os cidadãos brasileiros, não procure cumprir com uma determinação da justiça no seu grau maior. Foi essa justiça, que determinou o pagamento e revisão aos aposentados e pensionistas que tiveram benefícios concedidos entre 1998 e 2003. Por que não pagar? É uma indagação que todos querem saber.

    Essa de vai pagar e não paga, vem desde o ano passado. E vejam que essa determinação aconteceu num julgamento realizado no mês de setembro de 2010 e ratificado pela justiça no mês de fevereiro deste ano.

    De lá para cá, somente muita conversa e promessa. De início foi dito que o pagamento sairia mês de junho. Foi uma alegria só. Os velhinhos certamente vibraram com a possibilidade de pegar uns trocados e colocar em dia as suas contas. Mas, o tempo passou e um silêncio sepulcral engavetou o assunto. E agora, voltam as manchetes. “JUSTIÇA MANDA INSS AUMENTAR BENEFÍCIO DE QUEM TEM DIREITO À REVISÃO PELO TETO ATÉ NOVEMBRO”; “PAIM DEFENDE POLÍTICA SALARIAL PARA APOSENTADOS QUE GANHAM ACIMA DO MÍNIMO”.

    Sinceramente, não dá mais para acreditar em ninguém, até porque, no meio de todas essas notícias que não representam muita coisa, pois podem mudar amanhã, como sempre tem mudado, fala-se, agora, em pagar parceladamente as diferenças retroativas aos últimos cinco anos.

    É lamentável que a justiça brasileira não tenha força para obrigar o governo a pagar o que deve. Infelizmente, o aposentado brasileiro vai continua esse seu périplo de incertezas e de falta de confiança na justiça e no seu governo. Acreditar, somente em Deus.

    Gilson Souto Maior



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