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    29/07/2011

    Ainda falando sobre o Rádio

    Volto neste espaço a falar mais uma vez sobre a importância do veículo rádio, um meio de comunicação que na década de 1940 foi o mais preferido pelo povo. E uma preferência popular fortíssima até o final da década 50.

    É certo, que o surgimento da televisão iria anos depois dividir a audiência do público, um fato que somente veio a ocorrer com a chegada da TV, de início somente ao dispor de telespectadores em algumas capitais e importantes cidades do interior do país. Somente com a chegada das novas tecnologias, links retransmissores e satélite, a televisão espalhou-se por todo mundo popularizando a sua mensagem. Aqui em João Pessoa, por exemplo, a televisão demorou a chegar e o Rádio foi por muitos anos o veículo principal na preferência do pessoense. Mesmo com o surgimento da primeira emissora, a TV Cabo Branco e depois, Norte (hoje Clube), TV Correio e Arapuan, ainda vejo o rádio um meio muito informativo e eficiente em nossa capital, apesar da desatenção e falta de reconhecimento aos seus profissionais.

    Mas, o que desejamos falar não é de história desses dois veículos de massa, mas da importância que o rádio representa no mundo de hoje, com o fabuloso avanço tecnológico e as facilidades de comunicação que nos são colocadas pelos satélites e rede mundial de computadores, através de suas redes sociais.

    O que quero deixar claro neste espaço é a necessidade do rádio ser visto de uma forma diferente, quer por empresários que não investem mais intensamente nos patrocínios, quer pelas agências publicitárias, que não procuram aproveitar essa mídia de um público diversificado e fiel que se renovou por conta dessas facilidades que a tecnologia nos oferece.

    O rádio no mundo on-line, por exemplo, é um caminho novo para a divulgação de produtos e serviços. Os anúncios publicitários, portanto, podem dispor do rádio, agora mais do que antes, na sua divulgação convencional, através das ondas hertzianas e como rádio web, atingindo públicos e mercados diversificados.

    A revista Imprensa numa de suas últimas edições trouxe um artigo muito interessante intitulado “WEB a nova (re)invenção do Rádio” destacando um estudo qualitativo com pessoas entre 16 e 45 anos, de ambos os sexos e classe econômica A/B/C, residentes em São Paulo e que consomem habitualmente o rádio nessa plataforma.

    O estudo revelou que nos mais diferentes segmentos, o rádio mantém um público “fiel e renovado”, mostrando assim a necessidade, entendo, de se vender melhor este veículo de massa que está chegando aos noventa anos de presença nos lares brasileiros, agora nos aparelhos de rádio, na rede mundial de computadores e TV’s por assinatura.

    Cita ainda o artigo da revista que apesar do rádio ter dividido a sua posição de principal meio de comunicação com os demais veículos de massa, ele soube reinventar-se mantendo vigoroso, contemporâneo, mas, também, fiel aos que “viajam embalados nas suas freqüências.”

    Permitam-me transcrever um trecho interessante da revista, que merece ser bem pensado por todos e que bem demonstra a força e importância do rádio. “A habilidade para manter os ouvintes ativos decorre, principalmente, da forte percepção do “espírito humano”, inerente do rádio: ele é um companheiro antenado com os gostos, estilos musicais e as necessidades pontuais de informações; tem uma programação dinâmica, que constroi ao longo do dia; É ALEGRE e de ALTO ASTRAL; descontraído, passível de erro e improviso, abrindo espaço para o riso e o inesperado. Isso o torna caloroso e íntimo: é a cara do ouvinte.”

    É este o rádio que devemos ver melhor. Agora também um veículo mais humanizado, permitindo maior interação e em tempo real com o seu público, com a agilidade e um mundo aberto pela WEB. Assim, o rádio, mesmo contrariando alguns pessimistas, está aí: ATIVO E VIVO.

     

    Gilson Souto Maior



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