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    30/06/2010

    O hexa e as “forças ocultas”

    O comportamento do árbitro francês Stephane Lannoy, na partida do Brasil contra a Costa do Marfim, força este colunista a fazer algumas conjecturas acerca desta Copa do Mundo. A questão é que alguns “fantasmas” ainda rondam o histórico da seleção brasileira no caminho dos títulos mundiais. Voltando no tempo vamos aterrissar nossa nave no país dos “hermanos”. O ano é o de 1978. Brasil e Argentina não fazem uma campanha digna da tradição que carregam.  Mas mesmo assim chegam à segunda fase e se cruzam no grupo 2, que tinha ainda Peru e Polônia. Brasil e Argentina empatam e a situação dos “hermanos” se complica no torneio. O Brasil do técnico Cláudio Coutinho fez 3 x 1 na Polônia, o que obrigava os  argentinos a vencerem o Peru por um margem de 4 gols de diferença se quisessem chegar à final. O que veio depois é que deu margens para desconfianças.

    Ora, o Peru era a sensação da Copa. Tinha o seu maior astro no atacante Teófilo Cubillas. Vinha de uma campanha como nunca fizera na história. Se na segunda fase não foi bem, o fato é que na anterior se classificou em primeiro lugar num grupo que tinha ainda Holanda, Escócia e Irã. O time de Cubillas impunha respeito. Mas havia fatores que depois seriam contados como agravantes. O goleiro Quiroga era argentino de nascimento e até hoje pairam desconfianças sobre o comportamento dele na partida. O fato é que o Peru, mesmo com o bom time que montara, levou seis (6) gols da Argentina – dois a mais do que os “hermanos” necessitavam para ir à final contra a temida Holanda. A anfitreã sagrou-se campeã com uma vitória de 3 x 1 contra os holandeses (nossos adversários de sexta-feira) na prorrogação. Os argentinos tinham um ótimo time, com jogadores como Fillol, Olguín, Passarela, Kempes, Luque, Ardiles e outros. Mas aquela partida contra o Peru ainda não terminou. Afinal, houve ou não marmelada? Passo a palavra aos nossos vizinhos.

    Na Copa da África do Sul os fantasmas continuam a perseguir o torcedor brasileiro. Desde a Copa da França (1998) que eles povoam nossas mentes. E motivos para se desconfiar de novas “armações” é que não faltam. O Brasil é a única seleção que pode alcançar o hexacampeonato mundial. Se conseguir o feito, pode ir mais além e chegar ao hepta. Ora, se a Copa de 2014 será aqui, as chances de isso ocorrer são bem significativas. A Alemanha tem três títulos mundiais e “reza” para que o Brasil não se distancie ainda mais. A Itália, com quatro títulos mundiais, é que poderia se igualar ao Brasil. Mas a “esquadra azurra” já voltou para casa. Os alemães, porém, ainda estão no páreo, e são, hoje, a maior representação da Europa face aos títulos que conquistou. Caberá aos argentinos (logo a eles!) a missão de impedir o avanço alemão contra as trincheiras brasileiras.Tem a Holanda, mas essa nunca ganhou nada. Só ameaçou.

    Querem mais fantasmas no caminho do Brasil? O presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol Associados) é o suíço Joseph Blatter (germânico da gema). E de onde é o papa? Ora, Joseph Ratzinger é alemão da Baviera. Imagine só…

    Se “Deus é brasileiro”, chegou a hora de provar isso!

    Nonato Nunes



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